Risco residual

As recomendações terapêuticas atuais não abordam na totalidade o risco residual atribuível à DT21,2

A abordagem multifatorial recomendada pela ADA mostrou claros benefícios associados à modificação dos fatores de risco CV nos doentes. Esta abordagem inclui:1,2

  • Alteração do estilo de vida
  • Terapêutica anti-agregante plaquetária
  • Controlo da pressão arterial
  • Controlo da glicemia
  • Gestão da dislipidemia

Mesmo com uma abordagem terapêutica multifatorial e de acordo com os melhores padrões de tratamento, as pessoas com DT2 têm um risco substancial de DCV e de doença microvascular3
  • Com uma melhor gestão dos níveis da glicose e dos fatores de risco CV nos últimos 20 anos, a morbilidade geral diminuiu, contudo as taxas de mortalidade e de complicações ainda estão muito altas em pessoas com diabetes comparativamente com as pessoas que não têm diabetes9

EAM=Enfarte Agudo do Miocárdio
AVC=Acidente Vascular Cerebral

A terapêutica mais intensiva não é suficiente quando se trata de reduzir o risco CV10-12

  • Vários grandes estudos indicam que as reduções intensivas da HbA1c nem sempre se correlacionam com a redução do risco CV10,11
  • Mesmo a terapêutica intensiva da DCVc mantém um risco CV residual em pessoas com diabetes (estudo STENO-2)12,13

o No estudo STENO-2, a terapêutica intensiva reduziu o risco de morte por DCV em 62%, no entanto, os doentes ainda tiveram eventos CV12

Nota: Esta figura ilustra a incidência cumulativa do parâmetro composto de evento cardiovascular ou mortalidade

Apesar da terapêutica intensiva e multifatorial, os doentes ainda apresentam eventos; mantém-se portanto um risco residual12